Bryn Kenney processa a GGPoker: ação cobra 5% da empresa e tem audiência em 12 de novembro
Atualizado em 15/10/2026.
O profissional americano Bryn Kenney, ex-embaixador da GGPoker, processa a NSUS, dona da sala, e o CEO Mansoo Kim na Justiça federal de Nevada, nos Estados Unidos. Ele diz que recebeu em 2018 a promessa de 5% da empresa e cobra também comissões que, segundo a ação, caíram em mais de US$ 3 milhões por ano. O pedido de arquivamento feito por Kim será analisado em 12 de novembro.

Resumo rápido
- Bryn Kenney foi um dos primeiros embaixadores da GGPoker, de 2018 a 2020.
- A ação foi aberta em julho na Justiça estadual de Nevada e passou para a Justiça federal em 25 de agosto.
- Os réus são a NSUS Group, a NSUS Limited, o CEO Mansoo Kim e a Global Gaming & Hospitality LLC.
- Kenney acusa os réus de quebra de contrato e fraude. Ele pede indenização e prestação de contas, sem valor total divulgado.
- Kim pediu o arquivamento em 23 de setembro. A audiência sobre o pedido está marcada para 12 de novembro.
- O processo não mexe em contas, saldos nem torneios de quem joga na GGPoker.
O que Bryn Kenney cobra da GGPoker
Kenney assinou o contrato de patrocínio com a GGPoker em março de 2018, quando a sala ainda montava o time de embaixadores. Além do patrocínio, ele recebia comissão sobre o rake dos jogadores que levava para a sala, num modelo parecido com o de agentes e afiliados.
Segundo o Next.io, que noticiou o caso na quarta-feira (14), Kim teria oferecido a Kenney, em agosto de 2018, uma participação de 5% no negócio. Kenney afirma que essa fatia nunca foi reconhecida. De acordo com o RG.org, a ação diz ainda que a participação foi ignorada quando o grupo comprou a marca WSOP da Caesars, em 2024, por US$ 500 milhões.
A outra parte da cobrança envolve as comissões. Kenney diz ter recebido US$ 5 milhões em 2019. Nos anos seguintes, segundo a ação, cortes sucessivos reduziram essa renda em mais de US$ 3 milhões por ano. Ele acusa a empresa de:
- retirar dos sistemas da sala jogadores que ele indicou;
- fazer descontos sem autorização;
- reduzir por conta própria a porcentagem da comissão.
“Depois de obter o benefício das contribuições extraordinárias do Sr. Kenney, os réus descumpriram metodicamente todas as promessas relevantes que fizeram a ele”, diz um trecho da ação citado pelo Next.io.
A acusação de fraude e o tema da segurança
A ação também acusa Kim de fraude. Segundo o Next.io e o SuperPoker, Kenney afirma que o CEO garantiu medidas contra trapaça que não existiam e escondeu o que sabia sobre “fraude sistemática” na plataforma. Pelo relato do RG.org, Kenney diz ainda que a culpa por essa trapaça acabou recaindo sobre ele.
O histórico ajuda a entender esse ponto. Em 2022, o jogador Martin Zamani acusou Kenney publicamente de comandar um esquema de conluio, ghosting (quando um jogador mais forte orienta outro durante a partida) e RTA, a ajuda de programas em tempo real. Segundo o PokerStrategy, Kenney negou as acusações com veemência.
As alegações da ação ainda não foram julgadas. Mesmo assim, o tema pesa porque a segurança das salas está em debate neste mês. Veja o caso do programa Superuser e o detector de trapaça e o banimento de contas por uso de bots no poker online.
Linha do tempo do processo
Data | O que aconteceu |
|---|---|
Março de 2018 | Kenney assina o contrato de patrocínio com a GGPoker. |
Agosto de 2018 | Segundo a ação, Kim oferece 5% de participação no negócio. |
2019 | Kenney recebe US$ 5 milhões em comissões, segundo a ação. |
2020 | Kenney deixa o time de embaixadores da sala. |
2024 | O grupo compra a marca WSOP da Caesars por US$ 500 milhões. |
Julho de 2026 | A ação é aberta na Justiça estadual de Nevada, no condado de Clark. |
25 de agosto de 2026 | O caso passa para a Justiça federal. |
23 de setembro de 2026 | Kim pede o arquivamento. |
12 de novembro de 2026 | Audiência sobre o pedido de arquivamento. |
O que acontece agora
Kim pediu o arquivamento do caso em 23 de setembro. Segundo o RG.org, a juíza federal Jennifer A. Dorsey ouve as partes sobre esse pedido em 12 de novembro. A decisão define se o processo segue adiante.
O Next.io procurou as duas partes. Até a publicação desta notícia, nenhum dos veículos consultados registrou comentário da GGPoker ou de Kenney além do pedido de arquivamento.
O que muda para quem joga do Brasil
Na prática, nada muda agora. O processo é uma disputa comercial entre a empresa e um ex-embaixador e não tem decisão. Nada nele atinge saldos, contas ou torneios dos jogadores.
O caso, porém, deixa lições para quem recebe comissão ou rakeback:
- Exija o acordo por escrito, com a porcentagem, a base de cálculo e o prazo. Kenney diz que as condições do acordo dele mudaram ao longo dos anos.
- Guarde extratos e o histórico do que você recebe. Se a sala ou o agente mudar a regra, você tem como comparar.
- Ative a verificação em duas etapas e desconfie de programas de terceiros que pedem acesso à sua conta.
Nós não oferecemos acordo de rakeback na GGPoker. Para entender o programa de recompensas da própria sala, veja o nosso guia sobre rakeback na GGPoker. Se você joga em clubes de aplicativo, onde os agentes também trabalham com comissão, leia como funciona o rakeback no PPPoker e no PokerBros. Para escolher onde jogar com regras claras, compare as melhores salas de poker online para brasileiros.
Este texto é informativo e não é aconselhamento jurídico.
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Perguntas frequentes
Por que Bryn Kenney está processando a GGPoker?
Ele diz que recebeu em 2018 a promessa de 5% de participação na empresa, que nunca foi cumprida, e que suas comissões por indicar jogadores foram cortadas em mais de US$ 3 milhões por ano. A ação acusa a NSUS e o CEO Mansoo Kim de quebra de contrato e fraude.
Quanto Bryn Kenney pede na ação?
Os veículos que noticiaram o processo não divulgaram um valor total. Kenney pede indenização e uma prestação de contas do que diz ter a receber.
Quando o processo de Bryn Kenney será julgado?
Ainda não há data de julgamento. Em 12 de novembro, a Justiça federal de Nevada ouve as partes sobre o pedido de arquivamento feito por Mansoo Kim.
O processo afeta quem joga na GGPoker?
Não. A ação é uma disputa comercial entre a empresa e um ex-embaixador e não mexe em contas, saldos ou torneios. As acusações ainda não foram julgadas.
Fontes
- SuperPoker: Bryn Kenney processa GGPoker, alegando quebra de acordos e fraude
- Next.io: Ex-GGPoker ambassador sues over alleged unpaid commissions and 5% stake
- RG.org: Bryn Kenney sues GGPoker owner NSUS over commissions, 5% stake
- PokerStrategy: Bryn Kenney sues GGPoker
- PokerNews: as acusações de 2022 contra Bryn Kenney
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